A melhor Onda do Verão

A melhor Onda do Verão
Fluxo Outlet Surf & Griffe Shopping center endereço.rua: Luis Gama n 79 loja 21 tel:11 2409-4684 11 952-3009 shopping Fenix Guarulhos-sp

terça-feira, 29 de julho de 2014

Jimi Hendrix

Jimi Hendrix

Jimi Hendrix


Jimi Hendrix explodiu nossa ideia do que o rock poderia ser: ele manipulou a guitarra, a alavanca, o estúdio e o palco. Em músicas como “Machine Gun” ou “Voodoo Child”, seus instrumentos são como uma vareta sensorial dos turbulentos anos 60 – dá para ouvir os tumultos nas ruas e as bombas de napalm explodindo em sua versão para “Star-Spangled Banner”.
Seu estilo de tocar era sem esforço. Não há um minuto de sua carreira gravada que deixe transparecer que ele está dando duro naquilo – parece que tudo flui através dele. A música mais bonita do cânone de Jimi Hendrix é “Little Wing”. É simplesmente essa coisa linda que, como guitarrista, você pode estudar a vida inteira e não tocar, nunca penetrar nela da forma como ele faz. Hendrix tece uniformemente acordes com trechos de uma só nota e usa sequências de acordes que não aparecem em nenhum livro de música. Seus riffs eram um demolidor funk pré-metal e seus solos eram uma viagem elétrica de LSD até as encruzilhadas, onde ele humilhava o diabo.
Há discussões sobre quem foi o primeiro guitarrista a usar feedback. Não tem importância, porque Hendrix o usou melhor do que ninguém: pegou o que se tornaria o funk dos anos 70 e o fez atravessar uma pilha de amplificadores Marshall, de uma forma que ninguém fez desde então.
É impossível pensar no que Jimi estaria fazendo agora; ele parecia ter uma personalidade bem volátil. Seria um político idoso do rock? Seria Sir Jimi Hendrix? Ou estaria fazendo uma temporada em Las Vegas? A boa notícia é que seu legado está garantido como o maior guitarrista de todos os tempos.

Keith Richards

Keith Richards

Keith Richards


Eu me lembro de estar no ensino médio ouvindo “Satisfaction” e pirando com o que aquilo fazia comigo. É uma combinação do riff e dos acordes que se movem por baixo dele. Keith escreveu temas de duas ou três notas que eram mais poderosos do que qualquer grande solo. Tocou a guitarra rítmica com vibrato e a solo em “Gimme Shelter”. Acho que ninguém criou uma ambientação tão sinistra. Há uma claridade entre essas duas guitarras que deixa um espaço agourento para Mick Jagger cantar. Ninguém usa afinações alternativas melhor do que Keith. Essa é a essência das guitarras nos Rolling Stones. Keith encontra a afinação que permite que o trabalho – as cordas inquietas, depois silenciosas – encontre o caminho do que ele está sentindo.
Fui ver Keith com o X-Pensive Winos. No camarim, ele começou a ensaiar um riff de Chuck Berry. Nunca o ouvi soar daquele jeito. Amo Chuck Berry, mas aquilo era melhor. Não tecnicamente – havia um conteúdo emocional que falava comigo. O que Chuck é para Keith, Keith é para mim.

Jeff Beck

Jeff Beck

Jeff Beck


Jeff Beck tem a combinação de técnica brilhante e personalidade. É como se dissesse: “Sou Jeff Beck. Estou bem aqui, e você não pode me ignorar”. Até no Yardbirds, ele tinha um timbre que era melódico, brilhante, urgente e ousado, mas doce ao mesmo tempo. Dava para perceber o quanto ele era sério e determinado.
Há uma arte real em tocar com e em torno de um vocalista, respondendo e o pressionando. Essa é a beleza dos dois discos que ele gravou com Rod Stewart, Truth, de 1968, e Beck-Ola, de 1969. Ampliou os limites do blues. “Beck’s Bolero”, emTruth, não é blueseira, mas mesmo assim é inspirada no blues. Uma das minhas faixas preferidas é a cover de “I Ain’t Superstitious”, de Howlin’ Wolf, em Truth. Há um senso de humor – aquele wah-wah grunhido. Não sei se Clapton toca com o mesmo senso de humor, mesmo sendo tão bom. Jeff definitivamente tem isso.
Quando passou pela fase do fusion, a cover de “ ’Cause We’ve Ended as Lovers”, do Stevie Wonder, em Blow by Blow, me conquistou. O timbre era tão puro e delicado. É como se houvesse um vocalista cantando, mas havia um guitarrista fazendo todas as notas. Eu o vi no ano passado em um cassino em São Diego, e a guitarra era a voz. Você não sentia falta do vocalista, porque a guitarra era muito lírica. Havia uma espiritualidade e uma confiança nele, um compromisso com ser ótimo. Depois de ver aquele show, fui para casa e comecei a praticar. Talvez tenha sido o que aprendi com ele: se você quer ser Jeff Beck, faça a lição de casa.

Duane Allman

Duane Allman

Duane Allman


Cresci tocando guitarra slide na igreja, e a ideia era imitar a voz humana: depois de a velhinha ou de o pastor pararem de cantar, tínhamos de continuar a melodia da música como eles haviam cantado. Nesses termos, Duane Allman levou isso para um nível totalmente diferente. Era muito mais preciso do que qualquer um que surgiu antes. Quando ouvi os discos da velha guarda do Allman Brothers pela primeira vez, foi estranho, porque o som era muito parecido com o que eu tinha crescido ouvindo.
Escute “Layla” – especialmente na parte após o refrão. Duane está deslizando por toda a melodia. Eu costumava colocar essa para “repetir” quando ia dormir. Todos nós guitarristas sentamos e praticamos, mas essa é uma daquelas músicas nas quais você quer deixar a guitarra de lado e simplesmente ouvir.
Eric Clapton me disse que sabia que trabalhar com Duane levaria a guitarra para um lugar totalmente novo; eles tinham uma visão e chegaram lá. Clapton contou que ficou nervoso com dois caras tocando guitarra, mas
Duane era a pessoa mais legal – dizia: “Vamos simplesmente tocar!” Duane morreu jovem, e dá para dizer que ele ficaria 50 vezes melhor. Ainda escuto suas músicas no iPod.

Pete Townshend

Pete Townshend

Pete Townshend


Pete Townshend não toca muitos solos, e talvez seja por isso que muita gente não perceba o quão bom ele é. Mas é um músico visionário que realmente incendiou tudo. Seu estilo de tocar guitarra é empolgante e agressivo – um músico selvagem. Tem um jeito físico maravilhoso e fluido com a guitarra que não se vê frequentemente, e sua maneira de tocar é um bom reflexo de quem ele é – um homem muito intenso. É o precursor do punk, o primeiro a destruir uma guitarra no palco – uma declaração impressionante naquela época – mas também um cara bastante articulado, letrado. Em “Substitute”, dá para ouvir a influência da abordagem modal de Miles Davis na maneira como seus acordes se movem em torno da corda ré aberta. Usou feedback no começo, o que acho que foi influenciado pela música europeia de vanguarda como Stockhausen – uma coisa de escola de arte. Os grandes acordes abertos que usou no The Who eram tão inteligentes musicalmente quando se considera a intensidade da bateria e do baixo naquela banda – poderia ter ficado caótico se não fosse por ele. Pete mais ou menos inventou o power chord, e dá para ouvir uma coisa meio pré-Zeppelin no trabalho do The Who dos anos 60. Muitas dessas coisas vieram dele.

Stevie Ray Vaughan

Stevie Ray Vagahan

Stevie Ray Vaughan


No início dos anos 80, a MTV estava surgindo e a guitarra do blues estava a quilómetros de distância das músicas quefaziam sucesso na parada. Só que o texano Stevie Ray Vaughan exigia sua atenção. Tinha absorvido os estilos de praticamente todos os grandes guitarristas de blues – além de Jimi Hendrix e muito do jazz e rockabilly – e seu timbre fenomenal, sua virtuosidade casual e sua noção impecável de suingue podiam fazer um blues como “Pride and Joy” bater tão forte quanto qualquer faixa metaleira.
Apesar de sua morte em um acidente de helicóptero em 1990, ele ainda inspira diversas gerações de guitarristas, de Mike McCready, do Pearl Jam, a John Mayer e o astro em ascensão Gary Clark Jr. “Stevie foi um dos motivos para eu querer uma Stratocaster – seu timbre, que nunca consegui imitar, era tão grande, ousado e brilhante ao mesmo tempo”, afirma Clark.

Albert King

Albert King

Albert King


Quando Jon Landau, da Rolling Stone EUA, perguntou a Albert King em 1968 sobre suas influências na guitarra, King respondeu: “Ninguém. Tudo o que faço é errado”. Pioneiro do blues elétrico, o canhoto King tocava uma Gibson Flying V de 1959 ao contrário, com as cordas graves voltadas anormalmente para o chão. Ele usava uma afinação secreta indecifrável, tocando as notas com o polegar. Com 1,93 m de altura e 136 kg, King conseguia fazer bends com mais potência do que qualquer outro guitarrista.
Eric Clapton tirou o solo de “Strange Brew” de King, e Duane Allman transformou a melodia de “As the Years Go Passing By” no riff principal de “Layla”. Jimi Hendrix ficou embasbacado quando seu herói abriu para ele no Fillmore em 1967. “Ensinei [a Hendrix] uma lição sobre o blues”, disse King. “Eu poderia ter tocado as músicas dele, mas ele não conseguiria tocar as minhas”.

David Gilmour

David Gilmour

David Gilmour


Como produtor e compositor, o guitarrista do Pink Floyd é atraído por texturas flutuantes e sonhadoras. Mas quando pega sua Stratocaster preta para tocar um solo, uma sensibilidade diferente toma conta. Ele era um solista incendiário, baseado no blues, mas em uma banda que praticamente nunca tocava esse estilo – seus solos extensos, elegantes e melódicos eram uma chamada para despertar tão intensa quanto aqueles alarmes barulhentos em The Dark Side of the Moon. Só que Gilmour também era adepto de improvisações vanguardistas; ao mesmo tempo, podia ser um guitarrista rítmico com um funk inesperado, do riff elegante de “Have a Cigar” aos floreios ao estilo do grupo Chic de “Another Brick in the Wall Part 2”. Seu uso pioneiro do eco eoutros efeitos –inspirado pelo guitarrista original do Floyd, Syd Barrett – culminou com seu preciso uso do delay em “Run Like Hell”, que antecipou o som característico de The Edge.

Freddy King

Freddy King

Freddy King


Em uma entrevista de 1985, Eric Clapton citou o lado B “I Love the Woman”, de Freddy King, de 1961, como “a primeira vez que ouvi aquele estilo de solo de guitarra, com as notas puxadas... [ela] me levou para meu próprio caminho”. Clapton dividiu seu amor por King com os heróis britânicos da guitarra Peter Green, Jeff Beck e Mick Taylor, todos profundamente influenciados pelo tom agudo afiado de King e pelos ganchos melódicos ásperos em “The Stumble” e “I’m Tore Down”. 
Apelidado de “Canhão do Texas” por sua postura imponente e shows incendiários, King tinha um ataque peculiar.“Aço sobre aço produz um som inesquecível”, diz Derek Trucks, referindo-se ao fato de King utilizar palhetas de metal. Trucks ainda consegue ouvir o enorme impacto de King sobre Clapton. “Quando toquei com Eric”, contou recentemente, “houve momentos nos quais ele fazia solos e eu sentia aquela mesma vibração do Freddy.”

Derek Trucks

Derek Trucks

Derek Trucks


Literalmente criado na família do Allman Brothers, Derek Trucks – sobrinho de Butch Trucks, baterista do Allman – começou a tocar guitarra slide aos 9 anos, e já fazia turnês aos 12. A precocidade de Trucks era carregada de uma febre de explorador. Quando assumiu o posto de guitarra slide do falecido Duane Allman na Allman Brothers Band, em 1999, aos 20 anos, os solos de Derek explodiram em direções emocionantes, conseguindo incorporar o blues do Delta, o jazz hard-bop, o êxtase vocal do gospel negro sulista e o tom modal de ritmos indianos. 
Além de fazer shows com o Allman Brothers, Trucks agora colidera a Tedeschi Trucks Band, uma potência de 11 membros na tradição de Delaney & Bonnie, junto com a esposa, a cantora e guitarrista Susan Tedeschi. “Ele é um poço sem fundo”, disse Eric Clapton, que levou Trucks em turnê como coadjuvante em 2006 e 2007. “O som dele é muito profundo.”

Neil Young

Neil Young

Neil Young


Se um dia eu der uma aula a jovens guitarristas, a primeira coisa que tocaria para eles é o primeiro minuto do solo de “Down by the River”, de Neil Young. É apenas uma nota, mas é tão melódica, e está cheia de atitude e raiva. É como se ele quisesse desesperadamente se conectar. O estilo de Neil é como um tubo aberto de seu coração direto para o público.
Nos anos 90, tocamos em um festival com o Crazy Horse. No final de “Like a Hurricane”, Neil entrou neste solo de feedback que era mais como uma pintura impressionista sônica. Ele estava a cerca de 1,8 m de distância do micro- fone, cantando para que você só pudesse ouvi-lo sobre as ondas coloridas do som do furacão.
Penso muito nesse momento quando estou tocando. Conceitos tradicionais de ritmo e tons são ótimos, mas a música é como um oceano gigante. É um lugar grande e furioso e há muitos rincões ainda não explorados. Neil ainda está abrindo caminho para pessoas mais jovens do que ele, lembrando que é possível inovar artisticamente.

Les Paul

Les Paul

Les Paul


Para muitos, Les Paul é mais conhecido como o gênio que inventou a guitarra de corpo sólido que leva seu nome.
Mas ele era igualmente criativo e inovador como músico. Uma longa sequência de sucessos nos anos 40 e 50 (sozinho e com a esposa, a cantora e guitarrista Mary Ford) estabeleceu seu estilo característico e influente: improvisações elegantes, limpas e rápidas sobre músicas pop do momento. 
Paul criou uma série constante de inovações técnicas, incluindo sobreposições de sons em estúdio em várias camadas e reprodução de fita em diferentes velocidades para atingir sons que ninguém havia criado – ouça o solo que parece um enxame de insetos em sua gravação de “Lover”, de 1948. Pouco antes de sua morte em 2009, aos 94 anos, ele ainda fazia shows semanais em um clube de jazz em Nova York, recheados de metaleiros na plateia.

James Burton

James Burton

James Burton


O estilo característico de James Burton – brilhante, claro e conciso – veio da música country e foi uma influência enorme sobre a guitarra do rock. Burton começou aos 14 anos, compondo “Susie Q”, para Dale Hawkins, e se tornou um astro adolescente quando entrou para a banda de Ricky Nelson em1957. 
Com Nelson, Burton criou sua técnica única: usava os dedos junto com a palheta e substituiu as quarto cordas mais agudas de sua Telecaster por cordas de banjo, para que sua guitarra estalasse, estou- rasse e gaguejasse. “ Nunca comprava um disco de Ricky Nelson”, afirmou Keith Richards.“Comprava um discode James Burton.” 
No final dos anos 60 e nos 70, ele fez parte da banda TCB de Elvis Presley e se tornou presença obrigatória em álbuns de Joni Mitchell e Gram Parsons, voltados para o country. Joe Walsh resume:“Burton era um cara misterioso: ‘Quem é ele e por que está em todas essas músicas de que gosto?’”

Chet Atkins

Chet Atkins

Chet Atkins


Como executivo de gravadora e produtor nos anos 60, Chet Atkins inventou o “som de Nashville” que resgatou a música country de uma má fase comercial. Como guitarrista, foi ainda mais criativo, dominando country, jazz e estilos clássicos e aperfeiçoando a capacidade de tocar acordes e melodia simultaneamente, graças a seu estilo característico de tocar com o polegar e três dedos. “Muito disso foi tentativa e erro”, ele contou à Rolling Stone em 1976. “Eu tinha uma guitarra nas mãos 16 horas por dia e experimentava o tempo todo.” Atkins podia ser tranquilo e contido (basta ouvir “Your Cheatin’ Heart”, de Hank Williams, “Heartbreak Hotel”, de Elvis Presley, e vários dos primeiros sucessos dos Everly Brothers), mas seus próprios álbuns solo altamente instrumentais são um saco infinito de truques de guitarra, misturando harmônicos, arpejos e notas puras com um timbre brilhantemente límpido.

Frank Zappa

Frank Zappa

Frank Zappa


“Quando estava aprendendo a tocar guitarra, era obcecado por esse disco”, disse Trey Anastasio, do Phish, em 2005, sobre a coleção de solos intrincados presentes em Shut Up ’n Play Yer Guitar, de Frank Zappa, de 1981. “Cada limite possível na guitarra foi explorado por ele de forma pioneira”, diz. 
Como o líder de suas bandas, incluindo formações lendárias do Mothers of Invention, Zappa fundiu doo-wop, blues urbano, jazz de big bands e modernismo orquestral. 
Como guitarrista, bebia de todas essas fontes e improvisava com um deleite furioso e genuíno. Seus solos em “Willie the Pimp”, em Hot Rats, de 1969, são uma festa de estúdio com muita distorção, wah-wah e percursos de blues. Nos shows, Zappa “zanzava, fazendo suas coisas, conduzindo”, lembrou Anastasio, mas, quando pegava a guitarra para um solo, “estava em comunhão completa com seu instrumento... aquilo se tornava música da alma”.

Buddy Guy

Buddy Guy

Buddy Guy


Buddy Guy se acostumou a pessoas chamando seu estilo de guitarra de um monte de barulhos – de sua família, na rural Louisiana, a Phil e Leonard Chess, donos da Chess Records, que, diz ele, “não deixavam que eu me soltasse como queria” em sessões com Muddy Waters, Howlin’ Wolf e Little Walter. Mas, à medida que a nova geração de roqueiros descobria o blues, o estilo de Guy se tornava influência para titãs como Jimi Hendrix e Jimmy Page. Seu jeito extravagante – bends intensos, distorção proeminente, licks frenéticos – em clássicos como “Stone Crazy” e “First Time I Met the Blues” e suas colaborações com o falecido mestre da gaita Junior Wells, elevaram o padrão para a fúria de seis cordas. Sua performance ao vivo continua eletrizante. “Ele era para mim o que Elvis foi para os outros”, afirmou Eric Clapton na introdução de Guy no Hall da Fama do Rock and Roll em 2005.

Angus Young

Angus Young

Angus Young


“Não me considero um solista”, disse o guitarrista do AC/DC sobre seu estilo maníaco. “É como se fosse uma cor; eu a coloco ali para empolgar.” A abordagem que Angus Young e seu irmão guitarrista Malcolm desenvolveram nos primeiros anos do AC/DC – percursos pentatônicos de alta velocidade sobre power chords trovejantes – tornou-se uma tradição do hard rock e milhões de guitarristas no mundo todo têm seus licks em “Back in Black” e “Highway to Hell” gravados na memória. “Malcolm e Angus fizeram mais com três acordes do que qualquer outro ser humano”, disse Slash. O personagem de Angus Young no palco – uniformes escolares, trotando como um Chuck Berry em miniatura – é tão excêntrico quanto seu estilo. “Ele é como o Clark Kent!”, disse o vocalista do AC/DC Brian Johnson àRolling Stone em 2008. “Entra em uma cabine telefónica e sai como um moleque de 14 anos, pronto para o rock!”

Tony Iommi

Tony Iommi

Tony Iommi


Lembro a primeira vez em que ouvi Black Sabbath. Meu irmão mais velho comprou o álbumMasters of Reality de um moleque vizinho e nós o passávamos adiante como se fosse crack. Tocávamos com a luz apagada e uma vela acesa, quando meu pai entrou no quarto. Ele falou “que merda é essa?” e quebrou o disco bem na nossa frente. Só que a música já tinha me atingido como um raio. Eu realmente entro na iommisfera toda vez que pego a guitarra. Tony é um pioneiro do metal, mas há uma sofisticação verdadeira em seu estilo: não é tão rápido o tempo todo. Seu estilo tem uma vibração tão clássica, que me inspira muito.

Eu me machuquei em um show da reunião do Black Sabbath em 1999. Durante “Snowblind”, todos estávamos nos abraçando, então caímos e bati em uma cadeira e quebrei as costelas. Pensei: “Está doendo pra burro, mas não quero ir embora. Tenho que continuar vendo o Tony tocar!”

Brian May

Brian May

Brian May


Provavelmente o único guitarrista a ter um diploma em astrofísica, o músico do Queen é um aventureiro genial que sempre está buscando novos efeitos. Uma de suas metas iniciais foi “ser o primeiro a harmonizar três guitarras em uma única gravação” – como os gemidos orquestrados de seu solo em “Killer Queen”. Brian May colocou, em camadas, dezenas de partes de guitarra em faixas individuais, construindo muros palacianos de som. Até seu instrumento saiu de sua imaginação: sua guitarra personalizada, Red Special, também conhecida como Old Lady, é uma maravilha caseira, construída por May e seu pai no início dos anos 60 com componentes incluindo pedaços de lenha de lareira. Ela produziu de tudo, do solo agudo cheio de piruetas em “Bohemian Rhapsody” ao riff proto-metal de “Stone Cold Crazy”. “Consigo ouvir qualquer músico e imitar seu som”, disse Steve Vai, “mas não o Brian May.”