A melhor Onda do Verão

A melhor Onda do Verão
Fluxo Outlet Surf & Griffe Shopping center endereço.rua: Luis Gama n 79 loja 21 tel:11 2409-4684 11 952-3009 shopping Fenix Guarulhos-sp

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Bo Diddley

Bo Diddley

Bo Diddley


“É a mãe dos riffs”, diz o guitarrista Johnny Marr, se referindo à “batida Bo Diddley”, introduzida pelo guitarrista de Chicago nascido Ellas Otha Bates, mais conhecido como Bo Diddley. Levadas por sua guitarra–tremolo, músicas como “Mona” e “Bo Diddley” liberaram uma versão poderosa de um groove da África Ocidental que foi passado por escravos; depois de Diddley, o riff seria sequestrado por todos, de Buddy Holly aos Rolling Stones. Roqueiros de garagem e punks também reagiram à sua simplicidade crua (o Clash o levou para a turnê em 1979; os Smiths construíram “How Soon Is Now?” em torno do riff). “Qualquer um que pegasse a guitarra poderia fazer isso”, diz Dan Auerbach, do Black Keys. “Se você conseguisse manter a batida, poderia tocar Bo Diddley”. Keith Richards filosofou: “O estilo dele sugeria que o tipo de música que amamos não veio do Mississippi. Vinha de outro lugar”.

Johnny Ramone

Johnny Ramone

Johnny Ramone



Pai da guitarra punk e uma enorme influência sobre o metal moderno orientado por riffs, Johnny Ramone é um dos grandes anti-heróis do instrumento. John Cummings fez seu nome com uma guitarra Mosrite barata, sobre a qual ele martelou power chords em alta velocidade em um estilo devastador e minimalista que se tornou apropriadamente conhecido como “serra circular”. Um motor de ritmo puro, Johnny quase nunca tocava solos, mas seu estilo tinha o impulso de um trem que vem chegando à estação em alta velocidade. Em uma era na qual “pesado” era sinônimo de “lento”, o suingue primitivo e metronômico de seus riffs em “Blitzkrieg Bop” e “Judy Is a Punk” e os grilhões do trampolim pop de “Rockaway Beach” mostraram que dava para acelerar as coisas sem perder um centímetro de potência – um tanto surpreendentemente, já que seu herói na guitarra era Jimmy Page.

Scotty Moore

Scotty Moore

Scotty Moore


Em 5 de julho de 1954, Elvis Presley, o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black brincavam com uma versão acelerada de “That’s All Right”, de Arthur Crudup, durante um intervalo em uma gravação na Sun Records, em Memphis. O som da guitarra se transmutaria: as passagens concisas e agressivas de Moore misturavam dedilhados de country e fraseados de blues em uma nova linguagem. O estilo era tão potente que até se esquece que não havia baterista. Se Moore só tivesse feito as 18 gravações da Sun – incluindo “Mystery Train” e “Good Rockin’ Tonight” –, seu lugar na história já estaria garantido, mas ele continuou tocando com Elvis, colaborando com mais solos incandescentes. Quando Elvis quis voltar para suas raízes no especial de TV em 1968, convocou Moore para o som que ajudou a mudar o papel da guitarra na música pop. “Todo mundo queria ser Elvis”, disse Keith Richards. “Eu queria ser Scotty.”

Elmore James

Elmore James

Elmore James


O cantor e guitarrista Elmore James, nascido no Mississippi, escreveu um lick imortal: o riff de slide em staccato em sua adaptação de “I Believe I’ll Dust My Broom”, de Robert Johnson, de 1951. “Mas foi um grande lick”, diz o guitarrista DerekTrucks. “Havia algo desembestado em seu estilo, aquele violão com captador elétrico.” James também acertou com variações empolgantes daquele lick em “Shake Your Moneymaker” e “Stranger Blues”, que se tornaram clássicos da explosão do blues após sua morte, em 1963. Seu timbre inspirou uma geração de guitarristas: “Treinei 12 horas por dia, todos os dias, até meus dedos sangrarem, tentando conseguir o mesmo som de James”, disse Robbie Robertson. “Então, alguém me contou que ele tocava com um slide.” Trucks ama o solo de James em uma versão de “Rollin’ and Tumblin’”, de 1960: “É, cada nota está no lugar certo – tem pegada funk e é suja”.

Ry Cooder

Ry Cooder

Ry Cooder


Uma vez Ry Cooder comparou seu estilo – uma sublime amálgama de folk norteamericano e blues, guitarra havaiana, uma pitada tex-mex e a sensualidade régia do som afro-cubano – a “uma máquina a vapor que saiu de controle”. A vida de Cooder com a guitarra é distinguida por uma mistura rara de fundamentos arcaicos e paixão exploratória. Ele surgiu como fenómeno adolescente do blues ao lado de Taj Mahal e Captain Beefheart em meados dos anos 60, elaborou trilhas sonoras para vários filmes e teve papel chave no nascimento e sucesso do Buena Vista Social Club, em 1996. Como coadjuvante, Cooder trouxe uma bravura real e nuance emocional a álbuns clássicos de Randy Newman, Rolling Stones e Eric Clapton. Também é um preservacionista cheio de alma, mantendo momentos cruciais do passado vivos e dinâmicos no mundo moderno.

Billy Gibbons

Billy Gibbs

Billy Gibbons


Billy Gibbons era um guitarrista a ser reconhecido muito antes de deixar aquela épica barba crescer. Em 1968, sua banda de garagem psicodélica, Moving Sidewalks, abriu no Texas para o Jimi Hendrix Experience. De acordo com as histórias locais, Hendrix ficou tão impressionado com a facilidade e a potência de Gibbons que deu ao jovem guitarrista uma Stratocaster cor-de-rosa de presente. Gibbons desde então descreve o que toca com seu trio de quatro décadas, ZZ Top, como “bater na prancha”. No entanto, do boogie muscular de “La Grange” e do shuffle descompassado e retorcido de “Jesus Left Chicago” aos sucessos dos anos 80 “Legs” e “Sharp Dressed Man”, o estilo de Gibbons na guitarra tem sido religiosamente fiel, em seu ataque trovejante e concisão melódica, a seus antecessores texanos (Freddy King, Albert Collins) e à carga elétrica do Delta de Muddy Waters.

Prince

Prince

Prince


Ele tocou possivelmente o melhor solo de guitarra em uma balada na história (“Purple Rain”), e seu solo em uma versão all star de “While My Guitar Gently Weeps” durante a introdução de George Harrison ao Hall da Fama do Rock and Roll, em 2004, fez queixos caírem. Mas Prince também pode trazer o funk sujo (“Kiss”) ou estraçalhar como o metaleiro mais intenso (“When Doves Cry”). Às vezes, seu estilo mais quente funciona como pano de fundo – veja “Gett Off” e “Dance On”. Prince é comparado a Hendrix, mas vê isso de forma diferente: “Se realmente escutassem minhas músicas, ouviriam uma influência mais de Santana do que de Jimi Hendrix”, ele afirmou àRolling Stone. “Hendrix tocava mais blues, Santana tocava mais bonito.” Para Miles Davis, que colaborou com ele no fim da vida, Prince era uma combinação de “James Brown, Jimi Hendrix, Marvin Gaye... e Charlie Chaplin. Como se pode errar com isso?”

Curtis Mayfield

Curtis Mayfield

Curtis Mayfield


O falecido Curtis Mayfield foi um dos melhores cantores, compositores e produtores do soul norte-americano. Também foi um guitarrista discretamente influente cujas melodias e detalhes gentilmente fluidos, em gravações como “Gypsy Woman”, do Impressions, deixaram um impacto profundo em Jimi Hendrix, especialmente em suas baladas psicodélicas. “Nos anos 60, todo guitarrista queria tocar como Curtis”, afirmou George Clinton. Mayfield reinventou seu estilo nos anos 70, construindo sua nova música em torno dos ritmos fugazes do funk e de solos escassos, gestuais e com wah-wah, como em sua trilha sonora para Superfly e em sucessos como “Move on Up”. Suas sequências de acordes líquidos eram difíceis para outros músicos imitarem, parcialmente porque Mayfield tocava em uma afinação em fá sustenido aberto, como explicou: “Sendo autodidata, nunca a mudei.”

John Lee Hooker

John Lee  Hooker

John Lee Hooker

“Não toco muita guitarra bonita”, disse uma vez John Lee Hooker. “O tipo de guitarra que quero tocar é bem malvada.” O estilo de Hooker não poderia ser definido como urbano ou country blues – era algo totalmente próprio, misterioso, cheio de funk e hipnótico. Em clássicos monumentais como “Boogie Chillen”, “Boom Boom” e “Crawlin’ King Snake”, ele aperfeiçoou um groove arrastado e monotônico, frequentemente em batidas de tempo idiossincráticas e preso em um único acorde, com uma potência atemporal. “Era retrô mesmo em sua própria época”, disse Keith Richards. “Até Muddy Waters era sofisticado perto dele.” Hooker foi uma figura crucial na explosão do blues dos anos 60; seu boogie se tornou a base para boa parte do som inicial do ZZ Top; suas músicas foram gravadas por todos, de Doors a Bruce Springsteen; e, mais tarde, bem depois dos 70 anos, ele ganhou quatro Grammys nos anos 90.

Randy Rhoads

Randy Rhoads

Randy Rhods

A carreira de Randy Rhoads foi curta demais – ele morreu em um acidente de avião em 1982, aos 25 anos – mas seus solos precisos, arquitetônicos e hiperacelerados em “Crazy Train” e “Mr. Crowley”, de Ozzy Osbourne, ajudaram a definir o modelo para solos de metal para os anos seguintes. “Eu treinava oito horas por dia por causa dele”, afirmou Tom Morello. Rhoads tinha cofundado o Quiet Riot na adolescência e entrou para a banda Blizzard of Ozz de Ozzy em 1979. Depois de alguns anos trabalhando como professor de guitarra, segundo a lenda, Rhoads continuou tendo aulas em cidades diferentes quando estava em turnê com Ozzy. Quando gravou seu último álbum, Diary of a Madman, Rhoads estava se aprofundando em música clássica e até explorando o jazz. Ele “estava cada vez mais dentro de si mesmo como guitarrista”, disse Nikki Sixx, do Mötley Crüe.

Mick Taylor

Mick Taylor

Mick Taylor



“Às vezes eu ficava impressionado ouvindo Mick Taylor”, escreveu Keith Richards em sua autobiografia. “Estava tudo lá no seu estilo – o toque melódico, um lindo sustain e uma maneira de ler a música.” Taylor tinha só 20 anos quando os Rolling Stones o recrutaram do John Mayall’s Bluesbreakers como substituto para Brian Jones, em 1969. Seu impacto, em obras-primas comoExile on Main St. e Sticky Fingers, foi imediato. O slide direto ao ponto e sujo em “Love in Vain”, a precisão incrível em “All Down the Line”, a coda estendida com inflexão do jazz latino em “Can’t You Hear Me Knocking” – não é por acaso que o período com Taylor coincidiu com as gravações mais consistentes dos Stones. “Ele era um músico muito fluente e melódico... e isso me deu algo para seguir, de repente”, disse Mick Jagger sobre Taylor, que saiu da banda em 1974. “Algumas pessoas acham que essa foi a melhor versão da banda.”

The Edge

The Edge

The Edge



Muito já havia sido dito sobre a guitarra quando The Edge a pegou. Seu segredo é que ele aprendeu sozinho a tocar – por isso ele é tão único. A mente dele é tão muito inovadora: cada álbum do U2 no qual me envolvi tinha um novo som vindo dele. Não há muito dedilhado em seu estilo; ele é basicamente um servo da melodia. Seu foco é na inter-relação entre sua guitarra e os vocais de Bono. The Edge é um cientista de dia e um poeta à noite: sempre tem um pequeno equipamento em casa. Leva uma batida de bateria de Larry Mullen e volta ao estúdio na manhã seguinte dizendo “Bono, tenho uma para você” – e apresenta “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, com um riff simples que norteia toda a direção da música. É dedicado a fazer anotações. Ele e seu técnico de guitarra, Dallas Schoo, documentam cada detalhe de seu som – que pedais, que captador usou –, qualquer coisa que ache que possa usar depois. Há uma quebra perto de dois terços de “Mysterious Ways”, antes de a música entrar em sinfonia que, para mim, está no mesmo nível das melhores partes de guitarra de James Brown ou, então, a uma das melhores linhas de sopro tocadas pelo Tower of Power. Não é realmente um riff – é um momento, que me leva às lágrimas sempre que o ouço.

Steve Cropper

Steve Cropper 

Steve Cropper



Peter Buck considera Steve Cropper “provavelmente meu guitarrista preferido de todos os tempos”. Cropper tem sido o ingrediente secreto de algumas das melhores músicas do rock e do soul: na adolescência, teve seu primeiro hit (“Last Night”) com o Mar-Keys; passou a maior parte dos anos 60 no Booker T. and the MGs, a banda residente da Stax Records que tocava para Carla Thomas, Otis Redding e Wilson Pickett. Seu estilo econômico e cheio de soul apareceu em gravações de dezenas de astros do rock e R&B, incluindo até os Blues Brothers. Pense na introdução para “Soul Man”, de Sam and Dave,nas notas explosivas em “Green Onions”, de Booker T., ou nos detalhes cheios de filigranas em “(Sittin’ on) The Dock of the Bay”, de Redding – todas têm o som característico de Cropper, a quintessência da guitarra soul. “Não me importa estar no centro do palco”, diz Cropper. “Sou um membro da banda, sempre fui.”


Tom Morello

Tom Morello

Tom Morello


Tom Morello reimaginou a guitarra do rock para o mundo pós-hip-hop nos anos 90 com o Rage Against the Machine. Usando intensamente seus pedais de efeito, criou um novo vocabulário sônico – scratchs de toca-disco replicados em “Bulls on Parade”, as explosões do funk em “Killing in the Name” e o ataque de bombardeio em “Fistful of Steel”. A mistura de recursos, solos pirotécnicos e acordes trovejantes de Morello tem partes iguais do Stooges e do Public Enemy: “O Bomb Squad foi uma influência enorme para mim como guitarrista”, disse Morello se referindo ao time de produção do hip-hop que adorava um barulho. Depois de se afastar da teatralidade na guitarra nos últimos cinco anos com seu codinome de folk esquerdista, The Nightwatchman, Morello aumentou o volume mais uma vez no álbum mais recente do Rage,World Wide Rebel Songs. 

Mick Ronson

Mick Ronson

Mick Ronson


Foi uma colaboração estimulante – o fraseamento conciso de Mick Ronson e a distorção perfurante que incendiou o confronto sexualmente confuso de David Bowie durante sua fase de rei do glam como Ziggy Stardust, no início dos anos 70. “Mick era o embrulho perfeito para o personagem Ziggy”, disse Bowie. “Éramos tão bons quanto Mick e Keith ou Axl e Slash... a personificação desse dualismo do rock and roll.” A parceria histórica na verdade é anterior a Ziggy Stardust, atingindo seu primeiro pico no furor metálico da gravação de “The Width of a Circle”, de Bowie, de 1970. O estilo de blues com sabor de Ronson também foi um componente vital em sessões para Lou Reed, John Mellencamp e Morrissey, e durante sua segunda grande parceria, no final dos anos 70 e começo dos 80, com o ex-vocalista do Mott the Hoople, Ian Hunter.

Mike Bloomfield

Mike Bloomfield

Mike Bloomfield


Ele não teve chance de expandir a missão de sua alma, mas os poucos álbuns nos quais tocou são o suficiente”, diz Carlos Santana, referindo-se à morte de Mike Bloomfield em 1981, por overdose aos 37 anos, e às gravações essenciais que deixou para trás. Bloomfield ajudou Bob Dylan a ficar “elétrico” com seu trabalho em Highway 61 Revisited (as espirais para o céu em “Like a Rolling Stone” são de Bloomfield) e nos dois álbuns com a Paul Butterfield Blues Band, incluindo o monstro do raga-blues East-West, de 1966. Nascido em Chicago, Bloomfield estudou as lendas locais como Muddy Waters e Howlin’ Wolf de perto quando era garoto, e juntou essas lições em um timbre agudo limpo e preciso, e solos que decolaram com o êxtase fluido do jazz modal. “Michael sempre soava como um salmão indo contra a corrente”, afirma Santana. “Ele vem de B.B. King, mas foi para outro lugar.”

Hubert Sumlin

Hubert Sumlin

Hubert Sumlin


“Amo Hubert Sumlin”, disse Jimmy Page. “Ele sempre tocou a coisa certa no momento certo.” Durante mais de duas décadas tocando com Howlin’ Wolf, Sumlin sempre pareceu ter uma conexão quase telepática com o lendário cantor de blues, aumentando os gritos ferozes de Wolf com linhas de guitarra angulares e cortantes e riffs perfeitamente colocados em músicas imortais como “Wang Dang Doodle”, “Back Door Man” e “Killing Floor”. Sumlin, até um pouco antes de sua morte aos 80 anos, no dia 4 de dezembro do ano passado, subia ao palco na valiosa companhia de seguidores como Rolling Stones, Elvis Costello, Eric Clapton e Allman Brothers. “Você tenta contar uma história. Se você a conta direito, então a vive”, Sumlin disse uma vez sobre seu influente estilo. “Pode ser um pouco mais rápido ou ter um pouco mais de classe, mas, no caso, é tudo uma questão de tocar o blues ou não.”

Mark Knopfler

Mark Knopfler

Mark Knopfler


O primeiro grande momento de herói da guitarra de Mark Knopfler – o solo gloriosamente melódico no sucesso do Dire Straits, “Sultans of Swing”, de 1978 – veio em um momento no qual o punk parecia tornar a ideia de um herói da guitarra obsoleta. Mesmo assim, Knopfler construiu uma reputação como um virtuose intensamente criativo (e também de um excelente compositor), mostrando um comando notável sobre diversos timbres e texturas – da distorção suja no sucesso “Money for Nothing” à precisão cortante em “Tunnel of Love”. Algo chave para o estilo característico de Knopfler: tocar sem palheta. “Tocar com os dedos”, disse, “tem algo a ver com imediatismo e alma”. A versatilidade de Knopfler o fez ser requisitado para projetos com artistas como Tina Turner, Eric Clapton e Bob Dylan, que chamou Knopf ler pela primeira vez para Slow Train Coming, de 1979.

Link Wray

Link Wray

Link Wray


Quando Link Wray lançou a empolgante e soturna “Rumble” em 1958, ela se tornou uma das poucas músicas instrumentais a ser proibida de tocar nas rádios – por medo de que pudesse incitar a violência de gangues. Ao perfurar o cone do alto-falante de seu amplificador com um lápis, Wray criou o som distorcido e superdirecionado que reverberaria através do metal, punk e grunge. Wray, que orgulhosamente alegava ancestralidade indígena da tribo Shawnee e perdeu um pulmão para a tuberculose, era o arquétipo do durão em roupas de couro, e os títulos de suas músicas – “Slinky”, “The Black Widow” – já transmitem a força e a ameaça de seu estilo. Dan Auerbach, do Black Keys, diz: “Eu escutava ‘Some Kinda Nut’ repetidamente. Soava como se ele estivesse estrangulando a guitarra”. Quando Link Wray morreu, em 2005, Bob Dylan e Bruce Springsteen tocaram “Rumble” no palco em homenagem.

Jerry Garcia

Jerry Garcia

Jerry Garcia


A maioria das pessoas que toca blues é muito conservadora. Elas permancem de uma certa maneira. Jerry Garcia pintava fora da moldura. Tocava blues, mas o misturava com bluegrass e Ravi Shankar. Tinha country e música espanhola ali. Havia muito de Chet Atkins nele – subindo e descendo as palhetas. É como colocar contas em um cordão, em vez de jogá-las pela sala. Jerry tinha uma noção tremenda de propósito. Quando você pega um solo, decide o que dizer, chega lá e o dá para o próximo cara. É como Jerry trabalhava no Dead. Era o sol do Grateful Dead – a música que a banda tocava era como planetas que orbitavam em volta dele. Não era nada superficial. Sempre foi muito divertido tocar com ele, porque era muito acolhedor. Subia e descia; eu ia para a esquerda e direita, e sabia que ele gostava disso, porque o Dead sempre me convidava de volta.

Stephen Stills

Stephen Stills

Stephen Stills


“Ele é um gênio musical”, Neil Young disse uma vez sobre Stephen Stills, seu companheiro de banda e guitarrista solo no Buffalo Springfield e no Crosby, Stills, Nash and Young. Stills é um dos guitarristas mais subestimados do rock, possivelmente por sua reputação estabelecida como cantor e compositor. Há mais de quatro décadas, desafiou e complementou as interrupções ferais de Young com um som com inflexões latinas e do country. Como seus solos retumbantes nos recentes shows de reunião do Buffalo Springfield demonstraram, Stills nunca perdeu seu fervor por estilhaços aventureiros. Ele conseguiu com que Eric Clapton e Jimi Hendrix fizessem aparições em seu álbum solo de estreia,Stills, de 1970 – o único na história do rock a contar com os dois gigantes da guitarra. “Gosto de todos os aspectos de me apresentar”, falou Stills, “mas realmente adoro subir e queimar a minha guitarra.”

Jonny Greenwood

Jonny Greenwood

Jonny Greenwood



O Radiohead é a banda essencial do rock do século 21, e em Jonny Greenwood ela tem um dos guitarristas que definiram o século: um mago amante de efeitos cujo estilo infinitamente mutável alimentou as viagens incansáveis da banda – da pompa interestelar de “The Tourist” ao brilho nebuloso de “Reckoner”. Como The Edge, só que mais longe na estratosfera do rock artístico, Greenwood é um herói da guitarra com escassa conexão aparente com o blues e pouco interesse em fazer solos. É conhecido por atacar as cordas com um arco de violino e toca de uma forma tão maníaca que, às vezes, tem de usar uma tala no braço. Foram as explosões de ruído de Greenwood que marcaram o Radiohead como mais do que mais uma banda chorosa em “Creep”, de 1992 – um indicativo de seu papel crucial em levar a banda adiante. “Eu sempre o admirei”, falou Alex Lifeson, do Rush.

Muddy Waters

Mudds Waters

Muddy Waters



Muddy estava lá no começo, no Delta, realmente sentado aos pés de Charley Patton e Son House. Era um garoto quando eles estavam em seu auge. Então, ele eletrificou aquilo. Tocava a guitarra de uma forma percussiva, como uma bateria. Quando toca slide, não é nas cordas agudas, é mais grave, gutural, e soa como se estivesse prestes a arrancá-las. Já era fã de Muddy quando ouvi suas gravações da Biblioteca do Congresso, capturadas por Alan Lomax em 1941 e 1942. Há algo vulnerável naquilo, mas também totalmente formado. O slide assumia a outra voz, como uma voz feminina em um coro. Muddy levou isso para Chicago. Mais tarde, à medida que envelhecia, tocava cada vez menos guitarra, mas, quando tocava, você sabia. Teve Buddy Guy e Jimmy Rogers em suas bandas, mas, quando se toca ao lado de Muddy, não se toca o que ele fazia, porque aquilo já estava coberto.

Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore



Mais conhecido pelo riff marcante de “Smoke on the Water”, do Deep Purple, Ritchie Blackmore ajudou a definir a guitarra do heavy metal ao misturar composições clássicas com blues rock bruto. “Achei o blues limitador demais, e a música clássica era muito disciplinada”, disse. “Sempre fiquei em uma terra de ninguém musical.” Blackmore causou rebuliço em Machine Head, de 1972; seus solos em “Highway Star” e em “Lazy” continuam modelos de pirotecnia metal. Ele revisitou a música antiga europeia com sua banda seguinte, Rainbow – até aprendendo violoncelo para compor “Stargazer”, de 1976 –, e agora explora o dedilhado renascentista com o Blackmore’s Night. Mas é seu trabalho no Deep Purple que influenciou uma geração de metaleiros. “Blackmore foi a representação máxima do fascínio que eu tinha pela essência do rock, esse elemento de perigo”, diz Lars Ulrich, do Metallica.

Johnny Marr

Johnny Marr

Johnny Marr


O guitarrista do The Smiths foi um gênio da guitarra para a era pós-punk: não era um solista exibicionista, mas um músico técnico que podia soar como uma banda inteira. Ao estudar discos da Motown quando garoto, Johnny Marr tentava replicar não apenas os riffs de guitarra, mas também piano e cordas. Seus arpejos voluptuosos – frequentemente tocados em uma Rickenbacker ressoante com incrível fluidez e detalhe – eram tão essenciais para o som característico do Smiths quanto o barítono de Morrissey. E foi um explorador incansável: para “This Charming Man”, Marr derrubou facas em uma Telecaster 1954, um incidente revelador ao qual o Radiohead pode ter se referido em sua “Knives Out”, inspirada no Smiths. “Ele foi um ritmista brilhante, raramente tocava solos”, disse Ed O’Brien, do Radiohead, parte de toda uma geração de guitarristas britânicos que aprenderam com Marr.

Clarence White

Clarence White

Clarence White


Clarence White ajudou a moldar dois gêneros: seu estilo acústico com palheta, exibido pela primeira vez na adolescência quando ele e o irmão formaram a banda Kentucky Colonels, foi essencial para tornar a guitarra um instrumento de destaque no bluegrass. Mais tarde, abriu caminho para o country rock e transferiu essa precisão dinâmica e simetria melódica para a guitarra elétrica. Um dos melhores músicos de estúdio dos anos 60, tocou no crucial Sweetheart of the Rodeo, do Byrds, de 1968. Depois de entrar para a banda, no mesmo ano, White trouxe uma elação completa do rock para suas habilidades de Nashville com um toque californiano. “Ele nunca tocou nada que soasse fraco”, disse Roger McGuinn, líder do Byrds. “Sempre estava indo... para dentro da música.” White havia retornado ao bluegrass com o álbum Muleskinner quando foi morto por um motorista bêbado em 1973. Tinha 29 anos.

Otis Rush

Otis Rush

Otis Rush


Em Chicago nos anos 60, “as regras tinham sido estabelecidas” para jovens bandas brancas de blues, Mike Bloomfield disse à Rolling Stone em 1968. “Você tinha de ser tão bom quanto Otis Rush.” Um nativo do Mississippi que havia se mudado para Chicago, Rush era um temido guitarrista – com um timbre agudo e sujo e ataque lacerante, como um cruzamento entre Muddy Waters e B.B. King – e também um excelente compositor. Junto com Magic Sam e Buddy Guy, Rush ajudou a criar a abordagem mais modernizada, influenciada pelo R&B e pelo blues de Chicago, que ficou conhecida como o Som do West Side. Seu impacto sobre as gerações futuras foi enorme: suas músicas foram gravadas por Led Zeppelin (“I Can’t Quit You Baby”), John Mayall (“All Your Love”) e The J. Geils Band (“Homework”), enquanto Stevie Ray Vaughan deu à sua banda o nome do lamento letal de Rush, “Double Trouble”, de 1958.

Joe Walsh

Joe Walsh

Joe Walsh



No power trio de Cleveland The James Gang, Joe Walsh combinava a fúria ao estilo do The Who com os fogos de artifício técnicos do Yardbirds e a pegada R&B. O humor na facilidade blueseira de Walsh apareceu no uso do efeito talkbox em seu sucesso solo de 1973 “Rocky Mountain Way”, mas quando entrou para o Eagles em 1975, realmente fincou pé nas rádios de rock clássico. Walsh trouxe uma ousadia hard rock às músicas pop tranquilas do Eagles, criando uma série de licks indestrutíveis no processo: veja seu riff rosnado em staccato em “Life in the Fast Lane” e sua agressão elegante no duelo de guitarras em “Hotel California”. Walsh influenciou o clássico de 1971 do The Who, Who’s Next, embora não tenha tocado uma nota nele: deu a Pete Townshend, de presente, a guitarra Gretsch Chet Atkins 1959 que ele tocou no álbum inteiro.

Jonh Lennon

Jonh Lennon

Jonh Lennon


Quando o fundador da Rolling Stone, Jann S. Wenner, perguntou a John Lennon como ele se classificava como guitarrista, ele respondeu: “Não sou tecnicamente bom, mas posso fazer a guitarra uivar e se mexer. Nos Beatles eu era o guitarrista rítmico. Fazia a banda seguir em frente”. Lennon foi a vela de ignição dos Beatles, adicionando crueza a músicas pop cristalinas. Ouça os dedilhados viajando pelo ar de “Help!”, os riffs circulares de “Day Tripper” ou “The Ballad of John and Yoko” – em que, com George Harrison de férias, Lennon transformou acordes e solos rudimentares em mágica. Ele era capaz de criar um timbre feroz: no clipe promocional de “Revolution”, Lennon faz sua Epiphone Casino oca guinchar como um cortador de grama raivoso. Mesmo assim, não recebeu o devido crédito como guitarrista: “Chamam o George de cantor invisível”, afirmou Lennon. “Eu sou o guitarrista invisível.”

Albert Collins

Albert Collins

Albert Collins


Em 1968, Jimi Hendrix falou sobre seu amor por um astro do blues de Houston, pouco conhecido fora da região: “É um dos melhores guitarristas do mundo”, disse. Albert Collins, que morreu de câncer de pulmão em 1993, tocava com o polegar e o indicador em vez de uma palheta para dar um estalo muscular em seus solos perfurantes e agudos. Seu estilo fluido e inventivo influenciou Hendrix abertamente: Jimi gostava tanto do sustain de Collins em “Collins Shuffle” que o usou em “Voodoo Chile”.

Rory Gallagher

Rory Gallagher

Rory Gallagher



“Para mim, parece um desperdício trabalhar anos a fio”, disse Rory Gallagher à Rolling Stone em 1972, “e simplesmente virar algum tipo de personalidade”. Em vez disso, o guitarrista irlandês, então com apenas 23 anos, tornou-se lendário por sua ética de fazer turnês sem parar e por seu estilo incendiário. Tocando com uma Strato desgastada, frequentemente vestindo camisa de flanela, Gallagher eletrificou os estilos de Chicago e do Delta com slides escaldantes e composições bem elaboradas.